Só o amor aproxima o que é diferente

junho 11, 2007 anjinhadebranco


Já pensou se existisse uma “feira do namoro”? Você poderia escolher a mulher do tipo “A”, o homem do tipo “B”. Cor de cabelo, estilo de roupa, inteligência, classe social, família. Tudo isso com garantia de 3 anos. Algum defeito? Só pedir para consertar. Teria ainda a versão: “Lavou? Tá novo!”
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Esta feira livre do amor parece existir no imaginário de muitos de nós. Quem encontrou um alguém, fica resmungando:

“Será que não tinha um melhor?”
“Por que brigamos tanto?”
“Ele poderia ser daquele outro jeito!“

Quem não encontrou:

“Nunca dou certo no amor”,
“O que elas têm que eu não tenho?”
“Vou ficar pra titia?”

No mundo real essa feira não existe. O dinheiro pode até comprar sexo, mas não amor. Quem ama é porque escolheu amar, ou descobriu-se amante. Lembro-me de ter ouvido a reclamação de uma filha que tinha sofrido uma desilusão amorosa:

“Todo homem é igual”, resmungou a filha.
“Então, por que você escolhe tanto!?”, alfinetou a mãe.

Não penso que sejam verdadeiras as afirmações de que “homem é assim”, “mulher é assim”, “mulheres fazem isso”, “homens fazem aquilo”. Somos únicos, existem pessoas de todo jeito. Não concordo com essas generalizações, ainda que venham assinadas por doutores ou mestres. Não é difícil encontrar alguém que tenha lido um livro famoso de relacionamento, que – com panca de psicólogo – faça uma análise do próprio namoro. Sua arrogância intelectual o cega. Não enxerga que, na verdade, o que está fazendo é rotular o outro, desrespeitando sua unicidade.

Mas, e como encontrar essa pessoa que é única? Como escolher bem nosso amor? O que fazer quando nos descobrimos amantes?

Não podemos escolher o amor como numa prateleira. A feira do amor não existe. Um amor de verdade é revelado aos poucos. Quanto mais conhecemos o outro, mais nos convencemos da veracidade da nossa relação. Cada ser humano é único! Agimos e reagimos de maneira própria e a relação só conseguirá ser estável e forte se houver essa percepção.

O amor que não tem coragem de mostrar as suas fraquezas é um amor mentiroso. Só se fortalecem aqueles que, percebendo seus pontos fracos, buscam superá-los de maneira autêntica. Ninguém pode demitir-se de ser o que se é. E que a autenticidade não se confunda com mediocridade. Temos de amar o outro do jeito que ele é. Ele precisa ser autêntico e assumir tudo o que pensa e sente, mas isso não significa que não precise mudar ou evoluir exercitando-se no amor.

Quem ama deve estar disposto a mudar para se achar, para encontrar quem é o outro e quem verdadeiramente é. Aquele que exclui qualquer possibilidade de evolução e aprendizado está se condenando a mofar no calabouço das suas crenças fantasiosas sobre o que é o amor e a maneira de interpretar a relação.

Trecho extraído do livro “Quero um amor de verdade” – de Diego Fernandes

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